Por Lohayne Oliveira

Na semana passada, fui comunicada pela direção da minha escola, Etec Dra. Ruth Cardoso, que dentre os inscritos havia sido eu a selecionada para participar do projeto “Rede Brazucah nas Escolas”, da Produtora cultural e agência de comunicação especializada na promoção do cinema Brasileiro, Brazucah Produções.
Já conhecia o projeto, no entanto, nos dias em que estive em treinamento em São Paulo (11 e 12), fui surpreendida mais que positivamente. Tive a oportunidade de conhecer muita gente bacana, desde a equipe super harmoniosa e engajada na questão da formação de público, até os meus 21 parceiros de função e seus professores que os acompanharão na empreitada Agentes Brazucah.
No encontro, trocamos muitas ideias, conhecemos, detalhadamente, cada função do nosso trabalho, tivemos “aulas” com técnicos de áudio, assessores de imprensa, além da equipe do projeto. Assistimos o filme “Quem se Importa”, da diretora Mara Mourão (mais que recomendo!), que foi seguido de um debate incrível com uma plateia que atuou fervorosamente: perguntou, debateu, chorou, agradeceu, duvidou, participou.
Foram dois dias e duas noites de vivências riquíssimas, de contato com gente jovem (gente jovem nem sempre na idade, mas em pensamento, jovem de ideias) de diferentes visões de mundo. Dias inteiros de treinamento e noites inteiras de incansáveis bate-papos.
Como “Agente Brazucah”, minha função é, basicamente, difundir o cinema nacional promovendo exibições de curtas e longas-metragens, gerar debates, fazer com que as pessoas tenham um maior contato com o nosso cinema, o discutam, o assistam.
A primeira exibição vai acontecer no mês de junho: longa-metragem “Saneamento Básico” e curta-metragem “O Sanduíche”, ambos de Jorge Furtado.
Ideias tomam conta da minha cabeça, como fazer exibições abertas para a comunidade, trazendo para São Vicente mais um espaço cultural, através do ambiente escolar; convidar pessoas que atuam na área do audiovisual na Baixada Santista, para que o contato com o cinema proposto ultrapasse uma exibição e caminhe para a prática, além de divulgar a nossa produção regional; entre outras coisas que, se vingarem, espero ter aqui um canal de divulgação.
Fiquei muito contente em conhecer o projeto, agora fazer parte dele e ter a certeza de que, duas vezes por mês, vou fazer algo em que acredito muito: transformar através do cinema.
Lohayne Oliveira é jovem formada pelas Oficinas Querô.