Em 2004, o cineasta Carlos Cortez e a produtora Gullane iniciaram pesquisa nas áreas mais carentes da região portuária de Santos para compor o elenco jovem do longametragem Querô. O filme, baseado na obra de Plínio Marcos, teve como objetivo trazer um olhar mais humano e solidário para a situação de exclusão em que vivem milhares de jovens no Brasil.
Um grupo de 40 jovens foi convidado a participar das Oficinas Querô de preparação de atores e após as filmagens do longametragem, estimulados pelos talentos descobertos e com o apoio do UNICEF, da Prefeitura de Santos, do SESC Santos e da Unisantos, formou-se o segundo núcleo das Oficinas Querô, agora voltado ao empreendedorismo através da produção audiovisual.
As atividades das Oficinas são realizadas durante todos os dias da semana, ao longo do ano inteiro. Os curtas-metragens produzidos pelos jovens conquistam ano a ano prêmios em diversos festivais e o carinho da mídia. Em busca de geração de renda é formada uma produtora com alguns jovens que são acolhidos na Incubadora de Empresas de Santos por 3 anos e hoje atende empresas e instituições, além de realizar projetos autorais.
Em 2010, o projeto completa 7 anos de atuação na região e à convite da Prefeitura de Santos desenvolve o projeto Cinescola Querô, uma sala de cinema popular e escola de audiovisual na Bacia do Mercado Municipal para atender a comunidade do entorno. Querô também chega às escolas públicas de Santos promovendo mini-oficinas ministradas pelos jovens e forma um novo núcleo das Oficinas na Vila Guacuri, em São Paulo, divisa com Diadema. Desfechando o circulo virtuoso de capacitação, expressão e geração de renda, lança neste ano a Web TV Querô, um canal permanente de experimentação de conteúdo jovem.